A Medicina Pré-Hospitalar segue princípios técnicos bem definidos no que diz respeito à escolha do meio de transporte mais adequado para pacientes vítimas de trauma grave. De acordo com as boas práticas consagradas na Legis Artis, a decisão entre transporte aéreo (helicóptero) e terrestre (ambulância) deve considerar cuidadosamente várias variáveis essenciais.
Entre os principais fatores a serem avaliados estão as condições meteorológicas, o tempo estimado para a chegada do helicóptero ao local do pedido de ajuda, o tempo necessário para preparação da aeronave e da equipa médica, e ainda a duração do voo até ao local do pedido de ajuda.
Quando o tempo total da resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre, é considerado clinicamente mais adequado e seguro que o paciente seja transportado por via terrestre, a fim de garantir uma assistência eficaz e tempestiva.
A prioridade deve ser sempre a rápida estabilização e o encaminhamento seguro do paciente à Unidade Hospitalar mais adequada (cuidados definitivos), respeitando critérios técnicos que visam a maximização das hipóteses de sobrevivência e recuperação.