No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lança um vídeo de sensibilização que desafia pais e cuidadores a refletirem sobre uma pergunta nem sempre fácil de fazer: “O meu filho pode fazer bullying?”. A iniciativa alerta para a importância de reconhecer precocemente comportamentos de bullying e agir para os interromper.

Quando se fala de bullying, é natural que a principal preocupação das famílias seja proteger os filhos de possíveis situações de violência. Mas reconhecer que uma criança ou jovem pode estar a praticar bullying é igualmente importante para prevenir e combater este problema.

É este o ponto de partida do novo vídeo de sensibilização da Ordem dos Psicólogos Portugueses, divulgado hoje, 20 de outubro, no âmbito do Dia Mundial de Combate ao Bullying.

A OPP lembra que não existe um perfil único de quem pratica bullying. Estes comportamentos podem surgir em rapazes e raparigas, de diferentes idades e características, e estar associados a diversos fatores, como dificuldades de regulação emocional, procura de popularidade ou aceitação pelo grupo, preconceitos, exposição a conflitos e violência ou reprodução de comportamentos agressivos anteriormente vividos.

Reconhecer estes fatores não significa justificar ou desculpabilizar o bullying. Significa compreender o que pode estar na sua origem para intervir de forma adequada, responsabilizar quem o pratica e evitar que os comportamentos se repitam.

O bullying tem consequências graves para as vítimas, afetando o seu bem-estar, a saúde psicológica e o sentimento de segurança. Mas também pode comprometer o desenvolvimento de quem o pratica, estando associado a dificuldades escolares e a um maior risco de consumo problemático de substâncias e de envolvimento em comportamentos violentos.

Por isso, a Ordem dos Psicólogos Portugueses apela às famílias para que não ignorem, neguem ou desvalorizem os sinais de que os seus filhos possam estar envolvidos em situações de bullying.

Combater o bullying implica proteger quem é vítima, responsabilizar quem agride e intervir para que a violência não se repita.

Os psicólogos podem desempenhar um papel fundamental neste processo, apoiando as crianças e jovens, as famílias e as escolas na identificação dos comportamentos, na compreensão das suas causas e na promoção de relações mais saudáveis e seguras.

Com esta campanha, a OPP reforça que o bullying nunca deve ser normalizado ou encarado como uma fase inevitável do crescimento. Reconhecer o problema e procurar ajuda são passos essenciais para o travar. Vídeo: https://youtu.be/c3-tPQh0Vs8