Ricardo Dinis-Oliveira, professor da Universidade CESPU, lidera esta categoria no ranking internacional World’s Top 2% Scientists,da Universidade de Stanford e da Elsevier relativo a 2025 e ocupa o 11.º lugar no impacto acumulado de carreira. Entre os seus trabalhos científicos destacam-se investigações sobre a reforma do sistema pericial, intoxicações por pesticidas, doenças neurodegenerativas e os riscos das novas drogas sintéticas.
Ricardo Dinis-Oliveira, professor catedrático e diretor do Departamento de Ciências da Universidade CESPU, alcançou o 1.º lugar mundial em Medicina Legal e Ciências Forenses no ranking World’s Top 2% Scientists, da Universidade de Stanford e da Elsevier, relativo ao impacto científico em 2025. No impacto acumulado de carreira, ocupa o 11.º lugar mundial na mesma categoria, só ultrapassado por investigadores mundiais que têm em média mais 40 anos de carreira. É o único português que até à data chegou ao topo desta área científica.
A distinção resulta do impacto de publicações científicas publicadas ao longo da sua carreira. A investigação de Ricardo Dinis-Oliveira cruza a Toxicologia, a Ciência Forense, a Medicina Legal, a resolução de casos históricos, a farmacologia, saúde pública e a saúde ambiental, procurando compreender os efeitos de substâncias químicas no organismo e os riscos que representam para a saúde.
A sua investigação estende-se também às ameaças emergentes, como as novas drogas sintéticas.Nesta área, tem alertado para a dificuldade dos sistemas de vigilância e dos laboratórios em acompanhar o aparecimento de novas substâncias psicoativas, defendendo o reforço da capacidade de investigação toxicológica e uma maior articulação entre universidades, serviços de saúde e autoridades.
O investigador defende uma abordagem transdisciplinar, que está presente na defesa do conceito One Health, que integra a saúde humana, animal e ambiental
Entre as suas publicações de maior repercussão estão estudos sobre o desenvolvimento de antídotos contra a toxicidade do paraquato, um herbicida associado a intoxicações graves, e a possível relação entre a exposição a pesticidas e doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson. A nível forense, destaca-se o desenvolvimento de métodos para o cálculo da hora da morte e de sistemas de certificação de peritos forenses, entre as mais de 280 publicações científicas na área com repercussão mundial.
Perito judicial na área da Ciência Forense e Presidente da Associação Portuguesa de Ciências Forenses, o investigador e professor catedrático tem também desempenhado um papel no desenvolvimento desta área, nomeadamente na criação de formação superior especializada e na defesa de uma abordagem integrada da Ciência Forense, assente na colaboração entre disciplinas e na qualificação dos profissionais.
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Dinis-Oliveira, R. J., Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário | TOPSCINET
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