O programa Proinfância da Fundação ”la Caixa” acompanhou, ao longo de 2025, cerca de 1.500 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade em Portugal, promovendo o seu desenvolvimento educativo, social e familiar, com o objetivo de garantir que a falta de recursos não limita as suas oportunidades de futuro.
Lançado em Espanha em 2007 e implementado em Portugal a partir de 2021, o Programa atua nos contextos onde a desigualdade social tem maior impacto, disponibilizando apoio educativo, atividades de lazer e tempos livres e acompanhamento psicossocial a crianças e jovens, bem como promovendo a capacitação das suas famílias. A intervenção é desenvolvida através de uma ampla rede de entidades sociais, presente em 13 municípios do continente e das regiões autónomas, em articulação com os serviços públicos e outros agentes locais.
«A pobreza infantil não é apenas uma questão económica, mas também uma questão de oportunidades. Com o Programa Proinfância, trabalhamos para que crianças e jovens vejam o seu futuro limitado pelo contexto em que nasce. Os resultados demonstram que um acompanhamento educativo e social sustentado ao longo do tempo faz uma diferença real nas trajetórias de vida dos menores mais vulneráveis», afirma Artur Santos Silva, Patrono da Fundação ”la Caixa”.
Apoio integral a famílias em situação de vulnerabilidade
O Proinfância acompanha crianças e jovens provenientes de cerca de 1.000 famílias que enfrentam situações de vulnerabilidade social. Mais de 50% destas famílias são monoparentais e uma percentagem significativa dos pais e mães encontra-se em situação de desemprego. Entre os encarregados de educação acompanhados, a maioria apresenta um nível de escolaridade baixo ou muito baixo.
Por este motivo, o Proinfância não intervém apenas junto das crianças e jovens, mas atua também ao nível do contexto familiar, reforçando competências parentais e disponibilizando recursos que contribuem para melhorar a estabilidade, o bem-estar e a autonomia de toda a família.
Um investimento social com impacto real
Num contexto de crescente desigualdade social, em que uma em cada cinco crianças vive em risco de pobreza ou exclusão social em Portugal, o Proinfância reforça o seu compromisso com a infância enquanto investimento social de elevado impacto. O programa disponibiliza apoios e serviços que vão desde o reforço educativo e o acesso a atividades de lazer e tempos livres, até ao acompanhamento psicoterapêutico individual e familiar, ao reforço de competências parentais das famílias, cujo envolvimento é determinante para o desenvolvimento e bem-estar das crianças e jovens, bem como ao fornecimento de material escolar e ao apoio às necessidades básicas das famílias.
O Proinfância atua também sobre outros fatores determinantes que condicionam o desenvolvimento infantil e juvenil em contextos de vulnerabilidade, como a falta de autoestima e de segurança emocional ou as carências ao nível da alimentação, higiene e saúde visual ou auditiva, que têm impacto direto no bem-estar e na aprendizagem. A intervenção é integral e orientada para a promoção da igualdade de oportunidades desde a primeira infância, prevenindo que a origem social condicione o futuro das pessoas.
Em 2025, cinco anos depois do Programa Proinfância ter iniciado a sua atividade em Portugal, encontra-se implementado em 13 municípios do continente e das regiões autónomas. Atualmente, o Proinfância intervém em Almada, Amadora, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Porto, Seixal, Vila Nova de Gaia, bem como no Funchal e em Ponta Delgada, acompanhando 1.451 crianças e jovens e apoiando 977 famílias em situação de vulnerabilidade. Esta intervenção envolveu 66 entidades sociais e representou um investimento de cerca de 2,1 milhões de euros em Portugal ao longo de 2025.
Desde o início da sua implementação em Portugal, em 2021, e até ao final de 2025, o programa Proinfância acompanhou 1.970 crianças e jovens e apoiou 1.290 famílias em situação de vulnerabilidade. No continente, foram acompanhadas 1.851 crianças e jovens e apoiadas 1.219 famílias. Nas regiões autónomas, a intervenção abrangeu 47 crianças e jovens e 25 famílias na Região Autónoma da Madeira, e 72 crianças e jovens e 46 famílias na Região Autónoma dos Açores, assegurando uma presença efetiva e continuada em todo o território nacional.