·           Em 15 anos, nasceram mais de 1.800 crianças fruto das técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) realizadas na ULS Almada-Seixal (ULSAS), com taxas de gravidez por transferência embrionária acima dos 40%, superando a média europeia.

·           A criação do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) Fertilidade, em julho de 2024, permitiu melhorar o acesso aos tratamentos, aumentando a produção e reduzindo tempos de espera.

·           O CRI Fertilidade da ULSAS é o único centro público a sul do País autorizado a ministrar técnicas de PMA.

O Centro de Infertilidade e Reprodução Medicamente Assistida (CIRMA) da ULS Almada-Seixal (ULSAS) – entretanto Centro de Responsabilidade Integrado Fertilidade (CRI Fertilidade) – completa, esta quarta-feira, 20 de maio, 15 anos de existência e de uma missão que já permitiu ajudar a nascer mais de 1.800 bebés e apoiar mais de 3.390 famílias.

O CRI Fertilidade da ULSAS é o único centro público a sul do País autorizado a ministrar técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), oferecendo tratamentos de 1.ª linha – inseminação intrauterina (IIU) e de 2.ª linha – fecundação in vitro (FIV) e microinjeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Desde que iniciou atividade, em junho de 2010, o este centro soma já 1.808 crianças nascidas, fruto das técnicas realizadas, com taxas de gravidez por transferência embrionária acima dos 40%, superando a média europeia. Ao todo, foram já realizadas mais de 4.000 FIV e ICSI, mais de 3.500 Transferências de Embriões Criopreservados (TEC) e cerca de 1.720 IIU.

A estes números, somam-se, ainda, largos milhares de consultas, milhares de cirurgias e 199 preservações de fertilidade feminina e 333 preservações de fertilidade masculina, na maioria dos casos pré-quimioterapia e em contexto de doença oncológica. Destaque-se, ainda, a recentemente criada consulta de aconselhamento reprodutivo para jovens adultos sobreviventes de cancro na infância, que fizeram tratamentos com impacto na fertilidade, e que são referenciados pelo Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

No CRI Fertilidade da ULSAS são seguidas famílias de toda a Península de Setúbal (55%), do Alentejo e do Algarve (35%) e da grande Lisboa, Ribatejo e outras regiões (10%).

Criação do CRI aumentou resposta e melhorou acesso

Criado em julho de 2024, fruto de uma aposta clara nesta área de cuidados, o CRI Fertilidade permitiu melhorar o acesso aos tratamentos de PMA na ULSAS, atendendo de forma mais célere às necessidades das famílias que desejam alcançar uma gravidez, reduzindo tempos de espera para consultas e tratamentos.

Nos primeiros três meses deste ano, o CRI Fertilidade da ULSAS registou 471 primeiras consultas de fertilidade, mais 74% do que em igual período de 2024, antes da criação do CRI. O aumento do acesso traduziu-se também numa diminuição do tempo de espera – o tempo de espera para 1.ª consulta reduziu para quase metade nestes dois anos de CRI.

A melhoria no acesso verificou-se, igualmente, ao nível dos tratamentos de PMA, com destaque para os tratamentos de 2.ª linha, que mais do que duplicaram comparativamente com o período homólogo de 2024 – de 56 tratamentos, no primeiro trimestre de 2024, para 136, no primeiro trimestre deste ano. A utente há mais tempo a aguardar o 1.º agendamento de FIV foi inscrita há 5 meses. Antes da constituição do CRI, o tempo de espera para tratamentos rondava os 15 meses.

O CRI Fertilidade é composto por uma equipa multidisciplinar de profissionais altamente especializados – 4 médicos especialistas de Ginecologia/Obstetrícia, 3 biólogos (embriologistas), 4 enfermeiras, 2 assistentes técnicas, 3 técnicas auxiliares de saúde – e 1 administradora hospitalar. Colaboram, ainda, com o CRI Fertilidade 1 psicóloga, 2 endocrinologistas, 1 geneticista, assim como especialistas de anestesiologia e urologia.

“É com enorme orgulho que festejamos estes 15 anos. São 15 anos de muitas conquistas, de avanços e de grande excelência e humanização dos cuidados. Estamos convictos que a criação deste CRI se trata de uma aposta vencedora e que se tem traduzido numa verdadeira melhoria do acesso a técnicas de procriação medicamente assistida. O nosso desejo é que este caminho seja continuado de forma a conseguirmos dar ainda mais resposta à população que servimos, numa área de cuidados tão nobre quanto esta”, afirma Pedro Correia Azevedo, Presidente do Conselho de Administração da ULSAS. “Neste dia, em particular, não posso deixar de agradecer e congratular o trabalho desta grande equipa multidisciplinar.”