· A Associação Espanhola de Doentes com Linfoma, Mieloma e Leucemia (AEAL), a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Fundação Piel Sana-AEDV, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia, juntamente com a Kyowa Kirin, promovem este projeto com o objetivo de aproximar a sociedade da realidade dos doentes com LCCT.

· Através de testemunhos e experiências, a iniciativa procura dar visibilidade ao impacto emocional, social e físico desta doença, que pode provocar isolamento social, ansiedade e diversas manifestações cutâneas.

Por ocasião do Dia Mundial do Linfoma, a Academia de Cinema de Madrid acolheu, este fim de semana, a II edição do Certamen T, um projeto organizado pela Associação de Linfoma, Mieloma e Leucemia (AEAL), pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e pela Fundação Piel Sana-AEDV, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia, juntamente com a Kyowa Kirin. Esta iniciativa pretende dar visibilidade, através da fotografia e das curtas-metragens, ao impacto do Linfoma Cutâneo de Células T (LCCT), um tipo de cancro incluído nos denominados linfomas não Hodgkin que afetam principalmente a pele1-2.

“Os LCCT são doenças pouco frequentes que, apesar de serem pouco conhecidas, têm um impacto importante na vida dos doentes. Por isso, esta iniciativa constitui uma oportunidade única para aproximar a sociedade da realidade de quem vive com LCCT, colocando em evidência não só as manifestações físicas da doença, mas também o seu impacto na saúde mental”, explica a Dra. Mercedes Morillo, dermatologista especializada em linfomas cutâneos do Hospital Universitário Virgen del Rocío, em Sevilha.

Neste sentido, o Certamen T nasce com o objetivo de sensibilizar para a realidade das pessoas que vivem com um cancro que tem impacto tanto na pele como no bem-estar emocional. Através da fotografia e do vídeo, a iniciativa incentiva os participantes a colocarem-se no lugar de doentes e cuidadores, para expressarem emoções, experiências e vivências associadas a uma doença que pode provocar isolamento social, ansiedade e diversas manifestações cutâneas.

“Viver com um cancro transforma muitos aspetos da vida quotidiana, tanto para o doente como para o seu círculo próximo. No caso do LCCT, além disso, a manifestação visível na pele pode ter um impacto adicional na autoestima dos doentes. Assim, dar voz a estas vivências é fundamental para aumentar a sensibilização para a doença, pelo que agradecemos o apoio da Kyowa Kirin e o envolvimento de todas as pessoas que partilharam a sua visão e experiência”, comenta Marcos Martínez, gestor da Associação Espanhola de Doentes com Linfoma, Mieloma e Leucemia (AEAL).

Uma cerimónia para dar rosto a uma doença rara

O júri destes prémios foi composto pelo realizador de cinema e Académico de Artes e Ciências Cinematográficas, Ander Duque; pela Dra. Mercedes Morillo, dermatologista especializada em linfomas cutâneos do Hospital Universitário Virgen del Rocío, em Sevilha; por Marcos Martínez, gestor do Grupo Espanhol de Doentes com Cancro (GEPAC); por Lara Cunha, diretora da Associação Portuguesa Contra a Leucemia; e por Claudia Coscia, Cluster General Manager Sul da Europa da Kyowa Kirin.

Enquanto membro do júri, Lara Cunha, diretora da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), destaca que “premiar trabalhos que refletem a experiência dos doentes também significa reconhecer o valor da sensibilização e da visibilidade do LCCT. Por isso, acreditamos que iniciativas como esta são fundamentais para dar a conhecer o impacto da doença e promover uma maior compreensão dos desafios enfrentados por quem vive com esta doença”.

Os prémios foram atribuídos nas seguintes categorias:

·        Melhor curta-metragem, El sol siempre sale, de Jonathan García (dotação financeira de 2.000€)

·        Melhor fotografia, El alma al aire, de Esperanza Labrador (dotação financeira de 1.000€)

·       Prémio do público, Marcas, de Inés Ventura (dotação financeira de 500€)

“Os trabalhos premiados demonstram o poder das histórias para aproximar a sociedade da realidade das pessoas que vivem com LCCT. Na Kyowa Kirin, mantemos o nosso compromisso de continuar a colaborar com associações de doentes e sociedades científicas para promover uma maior visibilidade desta doença, fomentar o seu conhecimento e contribuir para que quem vive com ela se sinta cada vez mais compreendido e acompanhado”, conclui Ángela González, Southern Cluster Corporate Affairs & Patient Partnership Director.