• A Semana do Som é uma iniciativa internacional patrocinada pela UNESCO, dedicada aos desafios sociais do som e da audição. Decorre de 16 a 21 de fevereiro, com iniciativas no Porto, Coimbra e Lisboa.

• Conferência reúne profissionais de saúde, investigadores, decisores políticos, pacientes e especialistas em inovação tecnológica para debater uma sociedade verdadeiramente inclusiva em termos auditivos.

• A deficiência auditiva afeta mais de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a OMS.

A MED-EL, pioneira na tecnologia de implantes auditivos, confirma a sua participação na Semana do Som 2026 em Portugal, iniciativa internacional patrocinada pela UNESCO. Este encontro científico decorre num contexto de crescente preocupação global com a perda auditiva, reconhecida como um dos problemas de saúde pública mais prevalentes e simultaneamente mais subestimados. Criada por Christian Hugonnet e reconhecida pela UNESCO, a Semana do Som afirma-se como um espaço privilegiado de debate e mobilização e visa sensibilizar para a importância do som, da audição e da saúde auditiva enquanto pilares essenciais de inclusão social.

No dia 20 decorre a conferência internacional, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, um evento que reunirá profissionais de saúde, investigadores, decisores políticos, pacientes e especialistas em inovação tecnológica, promovendo uma abordagem multidisciplinar aos desafios da saúde auditiva. O programa científico contará com a participação de especialistas de referência, entre os quais Luísa Monteiro, Otorrinolaringologista, cujo trabalho tem contribuído de forma significativa para o avanço da saúde auditiva a nível internacional.

Patrick D’Haese, Diretor de Assuntos Públicos da MED-EL, será um dos oradores e vai apresentar a sua visão estratégica para a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva em termos auditivos. A sua intervenção destaca três dimensões fundamentais para a transformação do setor: reforço da sensibilização pública e profissional para a perda auditiva como prioridade de saúde e de integração social; aceleração da inovação tecnológica, com foco no desenvolvimento e disseminação de soluções cada vez mais eficazes e acessíveis; e implementação de políticas públicas robustas, incluindo programas nacionais de rastreio precoce, expansão do acesso a cuidados auditivos e maior investimento em investigação e saúde pública.

A perda auditiva não tratada está associada ao isolamento social, à redução da qualidade de vida e da empregabilidade, bem como a comorbilidades significativas, incluindo declínio cognitivo, depressão e aumento do risco de quedas. Apesar dos avanços transformadores registados nas tecnologias de próteses auditivas e implantes cocleares — hoje altamente personalizados e cada vez mais próximos da audição natural — a taxa de adesão global continua surpreendentemente baixa. O estigma social, a falta de literacia em saúde auditiva e percursos clínicos pouco estruturados permanecem barreiras relevantes ao acesso atempado ao diagnóstico e à intervenção.

A programação científica da Semana do Som 2026 em Portugal incluirá conferências, workshops, apresentações de investigação e momentos de networking, com iniciativas previstas em cidades como Coimbra, Lisboa, Porto e outras localidades do país. Saiba mais sobre o programa completo da Semana do Som Portugal.

Sobre a perda de audição – Mais de 5% da população mundial – ou 466 milhões de pessoas – tem perda auditiva incapacitante (432 milhões de adultos e 34 milhões de crianças). Estima-se que em 2050 mais de 900 milhões de pessoas, ou uma em cada dez pessoas, terão perda auditiva incapacitante. A Organização Mundial de Saúde recomenda uma série de intervenções para melhorar a comunicação após a ocorrência de perda auditiva, incluindo implantes auditivos.