A CESPU vai promover, durante o mês de abril, a iniciativa “Universidade Sem Assédio”, que pretende reforçar a prevenção do assédio em contexto académico e dar a conhecer os mecanismos de apoio que estão disponíveis para a comunidade.
Sob o mote #AssédioNãoPassaAqui, a iniciativa integra um conjunto de atividades dirigidas a estudantes, docentes e não docentes, incluindo workshops (com foco na prevenção, reconhecimento e resposta a situações de assédio) e ações de sensibilização nos campi de Gandra, Famalicão e Penafiel.
Entre 15 e 17 de abril, os espaços comuns da instituição serão o local para dinâmicas de grupo e debates informais com o objetivo de sensibilizar e envolver ativamente a comunidade académica, numa abordagem preventiva.
Este mês de sensibilização, que se repetirá no início do próximo ano letivo, integra o Programa Colaborativo de Implementação de Serviços de Saúde Mental e Bem-Estar para Estudantes de Saúde, desenvolvido em consórcio com a ESEP e a ESSNorteCVP, sob promoção da DGES, em colaboração com o SAIV da CESPU.
A ação enquadra-se nas boas práticas de promoção de ambientes académicos seguros e na crescente atenção dada à temática do assédio no ensino superior. É dinamizada pelo SAIV – Serviço de Apoio e Informação à Vítima, estrutura da CESPU integrada na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência da CIG.
“O SAIV é um serviço pioneiro de apoio à vítima, estando aberto não só à comunidade académica, mas também ao público em geral. Este serviço criou, há cerca de um ano, uma valência dedicada ao assédio, mas até ao momento não recebeu queixas sobre situações ocorridas na instituição. Queremos dar visibilidade ao tema e às respostas que existem”, afirma a cocoordenadora do serviço, Alexandra Serra.
Com esta iniciativa pretende-se reforçar o conhecimento dos canais existentes, como o canal de denúncias anónimo no site e incentivar uma cultura de confiança, garantindo que qualquer situação possa ser sinalizada e acompanhada de forma adequada.
“A CESPU reforça com esta ação o seu compromisso com o bem-estar, da saúde mental e de um ambiente académico seguro, baseado no respeito e na responsabilidade coletiva”, diz Sara Lima, responsável pela Comissão de Acompanhamento ao Sucesso e Abandono Escolar.