· Os trabalhos podem ser submetidos através de certament.com e qualquer pessoa é convidada a participar, mostrando como é viver com uma doença oncológica que afeta a pele e as emoções e dando visibilidade ao seu significado para além da patologia.

A Kyowa Kirin, a AEAL (Asociación Española de Afectados por Linfoma, Mieloma y Leucemia) e a APCL (Associação Portuguesa Contra a Leucemia) promovem a segunda edição do certame de fotografia e curtas-metragens sobre Linfoma Cutâneo de Células T. O objetivo do “Certame T” é dar visibilidade e sensibilizar para a situação das pessoas com este tipo de cancro, que afeta a pele e as emoções (isolamento social, ansiedade, manifestações cutâneas, entre outras).

As candidaturas estão abertas em certament.com até 31 de agosto. Os participantes podem apresentar fotografias e curtas-metragens de qualquer género e tema livre que reflitam aquilo de que um doente oncológico deixa de usufruir e que tenham como objetivo sensibilizar para o LCCT.

A criatividade e o simbolismo dos trabalhos serão particularmente valorizados. “Na Kyowa Kirin mantemos um forte compromisso com a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com este tipo de linfoma e com todo o tecido associativo que lhes presta apoio”, afirma Ángela González, Southern Cluster Corporate Affairs & Patient Partnership Director.

Entre todas as fotografias e curtas-metragens recebidas serão atribuídos três prémios: 2.000 euros para a melhor curta-metragem, 1.000 euros para a melhor fotografia e uma contribuição de 500 euros para o trabalho mais votado pelo público. A cerimónia de encerramento e entrega dos prémios terá lugar presencialmente, em Madrid, no dia 19 de setembro.

O júri deste ano é constituído pelo realizador e membro da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas, Ander Duque; pela Dra. Mercedes Morillo, dermatologista especializada em linfomas cutâneos no Hospital Universitario Virgen del Rocío, em Sevilha; por Marcos Martínez, diretor-geral da Asociación Española de Afectados por Linfoma, Mieloma y Leucemia (AEAL); por Lara Cunha, diretora da Associação Portuguesa Contra a Leucemia e por Claudia Coscia, Cluster General Manager Southern Europe da Kyowa Kirin.

Nas palavras de Marcos Martínez, diretor-geral da AEAL: “Os linfomas cutâneos são um tipo de cancro que vai muito além da pele, tendo um forte impacto na qualidade de vida dos doentes a todos os níveis: emocional, social e profissional. Uma curta-metragem ou uma fotografia podem transmitir o que estes doentes sentem, como é o seu dia a dia e, desse modo, sensibilizar a sociedade para o impacto deste tipo de linfoma”.

“Iniciativas como este certame são fundamentais para dar rosto e voz às pessoas que vivem com linfoma cutâneo de células T. O sucesso da primeira edição demonstra a importância de criar espaços que promovam uma maior compreensão e empatia perante esta realidade. Esta segunda edição representa uma nova oportunidade para dar visibilidade às histórias, tanto dos doentes como das suas famílias, contribuindo para uma maior sensibilização”, conclui Lara Cunha, diretora da APCL.

Sobre o LCCT

O linfoma cutâneo de células T (LCCT) é uma forma rara, por vezes grave e potencialmente fatal, de linfoma não Hodgkin ¹ ² . Pode afetar o sangue, os gânglios linfáticos e as vísceras, manifestando-se sobretudo na pele ³ ⁴ .O LCCT representa cerca de 1-2% de todos os casos de linfoma não Hodgkin ⁵  e até 75% de todos os linfomas cutâneos primários ⁶ . Afeta aproximadamente 240 pessoas por cada milhão na Europa ⁷. A micose fungoide (MF) e a síndrome de Sézary (SS), dois dos principais subtipos de LCCT, representam aproximadamente 60% e 5% dos casos, respetivamente ⁸.

1] Scarisbrick JJ, et al. J Clin Oncol. 2015;33(32):3766–3773.

[2] National Organization for Rare Disorders: Cutaneous T-Cell Lymphomas. https://rarediseases.org/ rarediseases/cutaneous-t-cell-lymphomas. Accessed: June 2020.

[3] Sampogna F, et al. British Journal of Dermatology 2009 160, pp815–822 Cutaneous lymphomas may have a profound impact on patients’ health-related quality of life (HRQoL) and psychological well-being.

[4] Willemze R, et al. Blood. 2019;133(16):1703–1714.

[5] David M. Weiner MD and Alain H. Rook MD Cutaneous T-cell Lymphoma Cutaneous T-cell Lymphoma – ScienceDirect

[6] Stefanie Porkert & Julia Valencak. Cutaneous lymphomas—fast facts about an orphan disease—a short review Cutaneous lymphomas—fast facts about an orphan disease—a short review | memo – Magazine of European Medical Oncology | Springer Nature Link

[7] Orphanet. https://www.orpha.net/orphacom/cahiers/docs/GB/Prevalence_of_rare_diseases_by_decreasing_prevalence_or_ cases.pdf. Accessed: June 2020.

[8]Krejsgaard T, et al. Semin Immunopathol. 2017;39(3):269–282.