A Ordem dos Médicos saúda a publicação do Despacho nº 9696/2026, que estabelece um regime estruturado para a realização de procedimentos endovasculares emergentes nas áreas de Neurorradiologia de Intervenção, Cardiologia de Intervenção e Radiologia de Intervenção.

A decisão do Ministério da Saúde, ao revogar o anterior despacho, vai ao encontro das posições técnicas e institucionais defendidas pela Ordem dos Médicos, reforçando a segurança clínica, a organização das equipas e a equidade no acesso a cuidados altamente diferenciados.

O despacho reconhece que estes procedimentos representam um enorme avanço técnico e científico que permite reduzir a morbilidade e a mortalidade associadas a patologias prevalentes e graves, alinhando-se com o entendimento da Ordem dos Médicos de que a intervenção endovascular é um pilar essencial da resposta emergente do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O despacho hoje publicado demonstra que, quando os argumentos técnicos são devidamente ponderados, o resultado é melhor para os doentes, para os profissionais e para o SNS. A Ordem dos Médicos congratula-se com esta decisão, que reconhece a elevada diferenciação das equipas de intervenção endovascular e reforça a segurança clínica em procedimentos onde cada minuto conta”, afirma o Bastonário, Carlos Cortes.

Ao consagrar o reforço da segurança clínica e da diferenciação técnica, a clarificação das equipas e das regras de ativação e ao implementar auditorias e sistemas de registo uniformizados, dá-se um passo decisivo na qualidade e monitorização que assegura a equidade e boa gestão.

O Bastonário da Ordem dos Médicos sublinha que “o diploma incorpora os pontos essenciais que defendemos, como as equipas completas, regras claras, auditoria clínica e valorização dos profissionais.”

Carlos Cortes acrescenta que “é um sinal de que o diálogo construtivo entre instituições produz resultados concretos e melhora a resposta do SNS. Continuaremos a trabalhar para que este caminho de rigor técnico e responsabilidade seja aprofundado.”