A menopausa traz mudanças que vão além dos sintomas mais conhecidos, como os afrontamentos e as alterações do sono. A saúde digestiva também pode ser afetada durante esta fase, com queixas como inchaço abdominal, gases, obstipação e dor abdominal.

Um inquérito divulgado pela The Menopause Society em 2025, que envolveu quase 600 mulheres entre os 44 e os 73 anos, revelou que 94% das participantes referiram sintomas digestivos. Entre as queixas mais frequentes estavam o inchaço abdominal, mencionado por 77% das mulheres, a obstipação, por 54%, e a dor de estômago, por 50%. Além disso, 82% referiram que os sintomas tinham surgido ou agravado durante a perimenopausa ou a menopausa. Embora estes resultados não representem necessariamente todas as mulheres nesta fase, mostram a relevância de olhar também para a saúde intestinal durante a transição hormonal.

A relação entre as hormonas e a saúde intestinal tem despertado um interesse crescente na comunidade científica. Um dos conceitos em estudo é o do estroboloma, o conjunto de genes de bactérias intestinais envolvidos no metabolismo dos estrogénios.

A microbiota intestinal inclui bactérias capazes de produzir enzimas que modificam estas hormonas, influenciando a forma como são processadas e recirculadas no organismo. A investigação tem vindo a aprofundar esta ligação, procurando compreender de que forma as alterações da microbiota e a diminuição dos estrogénios durante a menopausa podem interagir e contribuir para mudanças no funcionamento intestinal. Embora esta relação seja biologicamente plausível e esteja a ser estudada, o seu impacto concreto nos sintomas e na saúde de cada mulher ainda não está totalmente esclarecido.

“A saúde intestinal deve ser considerada na avaliação global da mulher durante a perimenopausa e a pós-menopausa. As alterações hormonais podem influenciar o funcionamento gastrointestinal, mas sintomas como distensão abdominal, obstipação ou dor abdominal não devem ser automaticamente atribuídos a estas fases da vida. É fundamental investigar as possíveis causas e adotar uma abordagem individualizada. Compreender melhor a relação entre a microbiota intestinal e o metabolismo dos estrogénios poderá contribuir para uma visão cada vez mais integrada da saúde da mulher”, explica a Dra. Carolina Ponte.

Sintomas como o inchaço abdominal, a obstipação ou outras alterações digestivas podem ter diferentes causas e não devem ser desvalorizados, sobretudo quando persistem ou interferem com a qualidade de vida. A avaliação individual é essencial para compreender a sua origem e identificar os cuidados mais adequados a cada situação.

Na Timeless by Marta Padilha®, a abordagem à saúde e à longevidade assenta numa perspetiva integrativa e personalizada, considerando as diferentes dimensões do bem-estar. O objetivo é compreender as necessidades de cada mulher de forma individualizada, acompanhando as mudanças que ocorrem ao longo das diferentes fases da vida.

Sobre a clínica Timeless by Marta Padilha®

A Timeless by Marta Padilha® dedica-se à longevidade e à medicina preventiva. Através de uma abordagem integrada, humana e baseada na ciência, a clínica procura devolver qualidade de vida aos pacientes, promovendo informação clara, a procura pela causa dos sintomas e uma abordagem de tratamento multidisciplinar.