TrueClinic alerta para a importância de prevenir problemas de saúde que podem condicionar o bem-estar e a capacidade de trabalho no regresso às rotinas.
As dores lombares são atualmente a doença crónica mais referida pelos portugueses. De acordo com o Inquérito Nacional de Saúde 2025, do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 3,2 milhões de pessoas com 15 ou mais anos (31,7%) sofrem deste problema. As dores cervicais e outros problemas crónicos do pescoço afetam mais 2,2 milhões de pessoas (21,6%).
No regresso ao trabalho e às rotinas depois das férias, a TrueClinic chama a atenção para a importância de não normalizar dores persistentes, fadiga ou outros sintomas que podem afetar o bem-estar e a capacidade para trabalhar.
“Muitas pessoas habituam-se a trabalhar com dor, cansaço ou outros sintomas e só procuram ajuda quando estes começam a limitar de forma significativa o seu dia a dia. A saúde ocupacional pode ter um papel importante precisamente antes de chegarmos a esse ponto, permitindo identificar sinais precocemente e atuar sobre fatores de risco antes de evoluírem para um cenário clínico mais grave e com consequências para a performance e bem-estar de longo prazo”, afirma Miguel Gouveia de Brito, CEO da TrueClinic.
Longos períodos sentados ou de pé, movimentos repetitivos, utilização intensiva de ecrãs ou posturas inadequadas podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de algumas queixas. Por isso, no regresso às rotinas, a TrueClinic recomenda três cuidados simples:
- não ignorar sintomas persistentes ou recorrentes, sobretudo quando começam a interferir com atividades habituais;
- alternar posições e introduzir movimento ao longo do dia, evitando permanecer várias horas na mesma postura;
- procurar avaliação adequada quando dor, fadiga ou outros sintomas persistem ou se agravam.
“Prevenir não significa transformar cada desconforto numa doença. Significa identificar mais cedo aquilo que, se for ignorado, pode acabar por condicionar a saúde e a capacidade de trabalho”, acrescenta Miguel Gouveia de Brito.
Fonte dados INE: Revista Eletrónica do INE – julho de 202