Transformar a Universidade Politécnica da Guarda em “universidade” passou a ser “um objetivo estratégico”. A moção do Conselho Geral sustenta a iniciativa na “evolução académica, científica e institucional da UPG”, nos seus doutoramentos, na qualificação do corpo docente e no desenvolvimento da investigação. Também a integração na Aliança Europeia UNITA, assim como a acreditação institucional por seis anos sem condições, são invocadas para a subida de estatuto.

O Conselho Geral da Universidade Politécnica da Guarda – UPG aprovou, por unanimidade, uma moção que manifesta a vontade da instituição converter o seu atual estatuto de “universidade politécnica” em “universidade” (ver moção em anexo). À semelhança dos antigos institutos politécnicos do Porto, de Leiria e de Bragança – aos quais o Governo atribuiu os estatutos de “universidade técnica” e de “universidade” –, a UPG considera cumprir todos os requisitos para aceder a igual classificação.

A deliberação do Conselho Geral assume a conversão como “um objetivo estratégico da instituição” e confere ao reitor da UPG, Joaquim Brigas, mandato para “preparar a respetiva fundamentação técnica e desenvolver os contactos necessários junto do Governo e das entidades competentes” para obter a alteração de estatuto.

“Esta decisão não representa a conclusão do processo nem uma alteração imediata da natureza da instituição”, afirma Joaquim Brigas. O reitor da Universidade Politécnica da Guarda recorda que a conversão depende da aprovação de um decreto-lei, da emissão dos pareceres legalmente exigidos e da demonstração do cumprimento dos requisitos aplicáveis às universidades.