Vão começar no último trimestre de 2026 os primeiros cursos da nova Escola de Formação ao Longo da Vida da Universidade do Porto, a “UPorto4Life”. Saúde, Ciências e Engenharia serão as primeiras áreas a disponibilizar formações e pós-graduações para credenciar profissionais com novas competências e atualizar os seus conhecimentos. As formações serão ministradas por todas as faculdades e escolas da universidade no Edifício Abel Salazar, junto à Reitoria da Universidade, cuja requalificação o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, irá inaugurar a 15 de maio (ver Programa da Inauguração em anexo).

“É essencial que em Portugal se crie o hábito de regressar à universidade a meio das carreiras profissionais, para atualizar conhecimentos e renovar as certificações que os diversos ramos de atividades exigem”, afirma António de Sousa Pereira, reitor da Universidade do Porto. “Para além de permitir que os profissionais se atualizem nas áreas em que se licenciaram, a UPorto4Life vai também permitir-lhes entrarem em áreas de conhecimento novas para eles, muitas delas importantes para se manterem competitivos no mercado e entrarem em novas carreiras”.

Dois terços do Edifício Abel Salazar destinam-se à formação transdisciplinar e não conferente de grau e à formação contínua e ao longo da vida, nomeadamente os cursos financiados pelo programa “Impulso Adultos”. A outra parcela do edifício, gerida pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da U.Porto (ICBAS) está dedicada ao ensino e à formação em saúde humana, animal e ambiental. Conta com quatro anfiteatros de apoio ao ensino clínico e à realização de eventos científicos, um biobanco e um centro de simulação médica avançada, os quais funcionam em articulação com o Hospital de Santo António, bem como diversos espaços de estudo, tendo capacidade para albergar seis centenas de estudantes.

A requalificação do edifício para estas novas funções custou no total mais de 11 milhões de euros, dos quais 6,2 milhões foram verbas PRR e 2,5 milhões verbas europeias do FEDER (Programa Operacional Norte 2030). A Universidade do Porto comparticipou com 2,4 milhões.