A Ordem dos Médicos, através do seu Gabinete de Apoio Humanitário (GAHOM), está a identificar potenciais voluntários, preferencialmente médicos venezuelanos ou lusodescendentes, para constituir uma bolsa que preste apoio na recuperação e reconstrução da resposta médica na Venezuela.
Perante a dimensão da catástrofe e a necessidade urgente de reforço das equipas no terreno, o GAHOM ativou os mecanismos de identificação internos que permitam criar uma reserva de médicos que poderão integrar uma resposta do Estado português ou de organizações não governamentais, devidamente certificadas e de credibilidade.
A Ordem dos Médicos já disponibilizou esta informação ao Ministério da Saúde, ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, assegurando total articulação institucional.
“Estamos a identificar potenciais voluntários para futuras missões a médio e longo prazo. Os danos provocados pelos sismos vão exigir um apoio médico robusto nos próximos anos. A nossa preocupação é contribuir para a reconstrução da resposta em saúde e ajudar a estancar os previsíveis problemas saúde gerados pela catástrofe”, explica Vítor Almeida, coordenador do GAHOM.
O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, sublinha que “os médicos portugueses têm uma vasta experiência e capacidade de resposta em cenário de crise. A urgência de hoje dará lugar à necessidade de um apoio mais integrado e estratégico nos próximos meses e é nisso que já estamos a trabalhar.”
A Ordem dos Médicos reafirma o seu compromisso com a solidariedade internacional, com a defesa da vida e com o apoio às populações afetadas por catástrofes naturais, colocando o conhecimento e a competência dos médicos portugueses ao serviço das operações que venham a decorrer na Venezuela.