Na sequência de nova reportagem emitida pela TVI sobre o Professor Doutor Alexandre Lourenço, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) considera necessário prestar os seguintes esclarecimentos, de forma clara, objetiva e responsável:

  1. Sobre a alegada “teia de relações” A reportagem volta a invocar a existência de uma alegada “teia de relações”, sem apresentar qualquer evidência concreta que a sustente. Essa omissão é reveladora: essa teia não existe. A relação da APAH com as suas entidades parceiras é clara, transparente e formalizada através de acordos escritos, enquadrados nos princípios da legalidade, da ética e do interesse público.
  2. Sobre os apoios e o reporte de valores Todos os apoios recebidos pela APAH encontram-se integralmente refletidos nas contas da Associação e são objeto de reporte pelas entidades parceiras às autoridades competentes, designadamente ao INFARMED, nos termos legalmente previstos. A eventual diferença de valores é natural, designadamente porque a APAH mantém parcerias com entidades de natureza diversa, estando apenas os apoios provenientes da indústria farmacêutica sujeitos a comunicação ao INFARMED, por imposição legal.
  3. Sobre referências a entidades sem qualquer relação com a APAH A reportagem volta a referir empresas que nunca tiveram qualquer relação ou parceria com a APAH. É manifestamente falso estabelecer qualquer ligação entre os contratos da ULSC com essas empresas e alegadas relações prévias dessas entidades com a APAH, que pura e simplesmente não existiram.
  4. Sobre exercício de contraditório A APAH não recebeu qualquer relatório preliminar, nem foi chamada a prestar esclarecimentos ou a exercer direito de contraditório. É inaceitável a tentativa de criar, no espaço público, a perceção de que uma eventual substituição do Professor Doutor Alexandre Lourenço possa assentar em conclusões de um relatório que, à data, não existe. Tanto quanto é do conhecimento público, qualquer processo em curso encontra-se ainda em fase de contraditório, não tendo produzido conclusões.

Por fim, relativamente às acusações dirigidas ao anterior Presidente da Direção da APAH e atual Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra, EPE, Professor Doutor Alexandre Lourenço, a APAH rejeita de forma categórica qualquer tentativa de imputação indireta de comportamentos ou intenções sem base factual, probatória ou jurídica.

A associação artificial de factos isolados, descontextualizados e sem relação entre si não configura, nem pode configurar, qualquer nexo causal relevante, não substitui a demonstração de factos concretos e não resiste a uma análise objetiva, séria e juridicamente fundamentada.

A construção de narrativas de suspeição assentes em meras aparências ou coincidências constitui um exercício especulativo, destituído de fundamento factual e alheio aos princípios da legalidade, da presunção de inocência e do rigor que deve presidir ao tratamento de matérias desta natureza no espaço público.

A integridade pessoal e profissional do Professor Doutor Alexandre Lourenço resulta de um percurso amplamente conhecido, avaliado e escrutinado ao longo de décadas de exercício de funções públicas e associativas, sendo reconhecida pelos resultados alcançados e pela forma responsável como sempre exerceu os cargos que lhe foram confiados.

A APAH reafirma, de forma inequívoca, o seu compromisso com a transparência, a independência e a integridade, assegurando aos seus associados e à sociedade civil que a sua atuação se rege pelo cumprimento estrito da lei, por elevados padrões éticos e por uma gestão rigorosa e escrutinável.

A APAH rejeita e repudia qualquer tentativa de instrumentalização mediática que vise lançar suspeições infundadas ou colocar em causa o trabalho sério, transparente e responsável desenvolvido pelas suas estruturas e dirigentes.

A Direção da APAH